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Preso na via Dutra pela polícia federal o sargento do Exercito, que transportava 19 fuzis, 41 pistolas várias munições e cocaína


Polícia
Segundo levantamento, o material apreendido foi avaliado em R$= 3 milhões de reais.
      Em uma abordagem feita pela Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal uma mega operação de apreensão foi feita, e na operação apreenderam 19 fuzis, 41 pistolas, carregadores, munição e pasta base de cocaína, na manhã desta quinta-feira, na Via Dutra, altura de Itatiaia, próximo à divisa dos estados do Rio e São Paulo. O material está avaliado em R$ 3 milhões.

De acordo com informações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), a apreensão ocorreu durante abordagem a um Logan branco que era conduzido pelo sargento do Exército Brasileiro Renato Borges Maciel, de 40 anos. Ele é lotado em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Renato estava fardado e tentou escapar da abordagem dos agentes, alegando que estava de serviço e iria buscar um oficial do Exército. Ainda de acordo com a Desarme, o veículo usado para transportar o material tinha placa oficial falsa e logótipo do Exército.

Foram apreendidos 17 fuzis AR-15, dois AK-47, 41 pistolas de diversos calibres, 82 carregadores de pistola, 39 carregadores de fuzil, 54 tabletes de pasta base de cocaína e munição ainda não contabilizada.
A ação ocorre no mesmo dia em que 3 mil homens das Forças Armadas e das polícias Civil e Militar realizam uma megaoperação no Jacarezinho e em outras favelas da Zona Norte do Rio – não há confirmação, no entanto, da ligação entre as operações.

      Nos últimos seis meses, a cada 30 dias, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu, em média, 6,7 mil munições dos mais diferentes calibres de armas restritas como pistolas e fuzis que iam para as mãos de facções criminosas no Rio de Janeiro. Os dados constam em um levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça que trata da operação Égide realizada pela PRF nas estradas que atravessam o estado e que resultaram até o domingo (14) na apreensão de 40,6 mil munições. No mesmo período, 235 armas foram apreendidas na ação.

A ação teve início em 10 de julho de 2017 e tenta desde então reduzir o poderio bélico das quadrilhas de traficantes e milicianos que disputam território no RJ. Os números da operação impressionam e comprovam a quantidade de armas que chegam para os criminosos no estado. E mesmo com essa atuação da PRF ainda se vê traficantes com fuzis de calibre ponto 50, além de tiroteios em comunidades ou nas ruas do Rio em diferentes regiões da cidade.

O Estado do Rio de Janeiro bateu recorde de apreensão de fuzis em 2017, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio. Foram recolhidas 499 unidades da arma, são 130 a mais se comparado com o ano anterior.

Apesar desse aumento de apreensões, o ISP afirma que diminuíram as letalidades violentas no mês de Dezembro de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. Segundo o órgão, a queda foi de 10,9%.

Em uma matéria especial publicada pelo G1, a Baía de Guanabara foi apontada como uma das principais portas de entrada do armamento em território fluminense. Eles seriam entregues em pequenos barcos em favelas que ficam às margens. Os fuzis mais desejados, como o AK-47 e o AR-15 chegam a custar R$ 70 mil neste mercado.

Já os 60 fuzis que foram recolhidos no Aeroporto do Galeão em Junho do ano passado na maior apreensão da história do Estado do Rio de Janeiro foram solicitados para uso da Polícia Civil, mas seguem parados em um depósito.

Com informações do G1 e Extra

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