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Reportagem do O GLOBO faz destaque a cidade maranhense que deu 50,93% dos votos para Bosonaro


Igreja evangélica em São Pedro dos Crentes (MA) Foto: Reprodução/Facebook

Umas das reportagem do jornal O GLOBO desta semana, destacou a cidade maranhense de São Pedro dos Crentes, a 759 km de São Luís, onde o candidato Jair Messias Bolsonaro tirou 50,93% no primeiro turno. Além de fazer destaque a cidade em que maioria da população é evangélica, a reportagem destacou a confiança dos moradores ao prefeito do pequeno município.
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BRASÍLIA — São Pedro dos Crentes tornou-se, no primeiro turno da corrida presidencial, um enclave dentro do Maranhão, o segundo estado mais fiel ao PT nestas eleições de 2018. Entre 217 municípios, foi um dos três municípios maranhenses em que Jair Bolsonaro (PSL) superou Fernando Haddad na corrida ao Planalto. O único no qual ele ultrapassou 50% dos votos — teve 50,93%, contra 37,53% do petista. No estado inteiro, Haddad teve 61% dos votos e o candidato do PSL ficou com 24%.
São Pedro faz divisa com cinco cidades. Em três delas, o candidato petista recebeu mais de 60% dos votos. Em duas, passou dos 50% de votos. Além do reduto evangélico no estado, Bolsonaro só venceu em Açailândia e Imperatriz.
A cidade tem população estimada de 4,6 mil pessoas, de acordo com o IBGE, dos quais 52% se declaram evangélicos. O número é bem acima da média nacional, de 22%, segundo o Censo de 2010.
A religião está intimamente ligada à história de São Pedro dos Crentes, que ganhou esse nome por ter sido fundada apenas por evangélicos. E é uma das explicações para o sucesso de Bolsonaro no local, de acordo Elison da Silva Santos, de 33 anos, que trabalha em uma loja de informática no centro da cidade.
— Quando eu nasci, a população era todo evangélica. Hoje não é toda, mas 80% do pessoal daqui é evangélico. E o Bolsonaro defende muito os princípios cristãos, vai defender a família — afirma.
Apesar de saber explicar a torrente de votos bolsonaristas que tomou conta de sua família e de pouco mais da metade dos eleitores da cidade, Elison foi um dos 6% dos eleitores que votaram em Ciro Gomes (PDT). No segundo turno, porém, ele não deve seguir a orientação de voto dos pedetistas em Haddad. Elison decidiu apoiar Bolsonaro, se juntando ao resto da família:
— Minha família toda foi de Bolsonaro, só eu que fui de Ciro Gomes. Cobrança sempre tinha, tentaram me convencer. Desde o começo eu fui simpático a ele. Mas no segundo turno vai todo mundo junto — explica.
De acordo com Elison, o clima na cidade está tranquilo, com apenas “algumas discussõezinhas” nas redes sociais, o que ele considera normal. No dia da votação, ele diz que as camisas verde e amarelas eram predominantes.
A dona de casa Manoela Brito, de 43 anos, diz que votou em Bolsonaro no primeiro turno porque confia no prefeito da cidade, Lahesio Rodrigues do Bonfim (PSDB). Segundo ela, o prefeito fez campanha para Bolsonaro.
— Eu votei no Bolsonaro e acho que ele vai ser um bom presidente. Andaram dizendo que ele vai cortar o 13º e o Bolsa Família, mas eu acho que isso é uma mentira. Eu estou do lado do doutor Lahesio. Ele é uma pessoa muito boa, ajuda todo mundo aqui na cidade. Então, se ele o pessoal dele e ele estão com Bolsonaro, eu também estou e vou votar de novo nele no segundo turno.

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